Apenas dois dias após ter lançado seu Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou para retomar o discurso da campanha presidencial e repetiu que a educação será uma das bases do desenvolvimento econômico do País em seu segundo mandato. Lula, que se tornou a grande estrela da solenidade de colação de grau de seu enteado Marcos Cláudio, formado no curso de Psicologia da Uniban, aproveitou a platéia com dezenas de estudantes e familiares para reafirmar a promessa de levar extensões universitárias e escolas técnicas a todas as cidades-pólo do País.
“Nós tomamos uma decisão de que o Brasil só fará parte do chamado mundo desenvolvido, desenvolvido do ponto de vista pessoal, do ponto de vista de nação, se a gente acreditar na educação como a forma capaz de levar o Brasil a dar o passo seguinte”, disse o presidente, que foi patrono da turma de formandos de 2006 da universidade. Homenageado pela escola, Lula evitou aprofundar-se em temas políticos e disse estar na solenidade apenas como “o pai do Marcos” e sogro da mulher dele, Carla.
Voltando-se aos estudantes, o presidente aproveitou para se comparar com governos anteriores, apesar das diversas afirmações feitas na reta final da campanha presidencial de que abandonaria as confrontações com o antecessor Fernando Henrique Cardoso. “Esta geração que tanto nos amedronta, que está presa hoje no Brasil inteiro, jovens de 25 anos, 24 anos, na década de 80 não eram nascidos. Eles são a origem, o resultado dessa grande quantidade de anos que o Brasil não investiu em educação.”
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
MEC iniciará projeto-piloto em março
Em março começará o projeto-piloto do programa Um ''Computador por Aluno'' (UCA), que vai levar equipamentos portáteis para estudantes e professores de ensino básico da rede pública. O Ministério da Educação (MEC) vai implementar a iniciativa em dez escolas, de sete estados: Amazonas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins e do Distrito Federal.
Três modelos de computador no projeto-piloto serão distribuído, mas cada escola vai receber apenas um tipo: Classmate da Intel, XO da OLPC ou Mobilis da Encore. O MEC vai liberar 1.840 máquinas doadas pelas empresas fabricantes. A previsão é de que o projeto-piloto termine no fim do ano letivo.
De acordo Espartaco Madureira Coelho, diretor do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), o projeto-piloto vai avaliar a funcionalidade pedagógica do equipamento, em sala de aula.
"Será possível avaliar questões como capacitação de professores, funcionalidade, condições de uso, interatividade entre os alunos e segurança dos aparelhos na escola", destaca. Cada escola vai trabalhar com os computadores em níveis de ensino diferentes e com metodologia distinta, para avaliar o potencial de cada equipamento.
Três modelos de computador no projeto-piloto serão distribuído, mas cada escola vai receber apenas um tipo: Classmate da Intel, XO da OLPC ou Mobilis da Encore. O MEC vai liberar 1.840 máquinas doadas pelas empresas fabricantes. A previsão é de que o projeto-piloto termine no fim do ano letivo.
De acordo Espartaco Madureira Coelho, diretor do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), o projeto-piloto vai avaliar a funcionalidade pedagógica do equipamento, em sala de aula.
"Será possível avaliar questões como capacitação de professores, funcionalidade, condições de uso, interatividade entre os alunos e segurança dos aparelhos na escola", destaca. Cada escola vai trabalhar com os computadores em níveis de ensino diferentes e com metodologia distinta, para avaliar o potencial de cada equipamento.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Estudante tocantinense participará do Caldeirão do Huck
O Tocantins terá representante no concurso Soletrando, do programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo. Fernanda Murielly Dias Melo, de 13 anos, foi a vencedora do concurso realizado na Escola Estadual São José, em Palmas, e garantiu vaga na disputa. A estudante do 9º ano do ensino fundamental diz que a prática da leitura foi sua principal arma para a conquista. “Eu me preparei consultando o dicionário com a minha mãe, mas acho que o hábito de ler todo dia é que me ajudou mesmo. Leio cerca de 25 livros por ano e sou uma das alunas que mais visita a biblioteca da escola”, confessa a aluna. O certame, que acontecerá no programa da Rede Globo, de 27 a 31 de janeiro, contará com a presença de estudantes de todo Brasil.
Fernanda já começa a arrumar as malas e o que não vai faltar na bagagem são os livros e uma boa dose de confiança. “Eu acredito que tenho boas chances de ganhar. Estou preparada e me sinto muito bem para a competição”, diz a estudante. A diretora da escola, Maria Leda Melo, e o pai de Fernanda, Roldão Santos Barros, acompanharão a jovem que embarca nesta sexta-feira, 26, para o Rio de Janeiro.
Os concursos de soletração são uma febre nos EUA, com transmissão ao vivo pela televisão, onde o campeão nacional acaba virando celebridade. Mais de 9 milhões de estudantes disputam uma vaga para a final.
O Caldeirão do Huck fez uma parceria com o Instituto Ayrton Senna e lançou o ‘Soletrando’, um campeonato de soletração que vai reunir estudantes de todo o Brasil. Os concorrentes vão defender as cores de seus estados além de concorrer ao primeiro lugar, garantindo assim uma bolsa de estudos, que irá financiar a faculdade.
Fernanda já começa a arrumar as malas e o que não vai faltar na bagagem são os livros e uma boa dose de confiança. “Eu acredito que tenho boas chances de ganhar. Estou preparada e me sinto muito bem para a competição”, diz a estudante. A diretora da escola, Maria Leda Melo, e o pai de Fernanda, Roldão Santos Barros, acompanharão a jovem que embarca nesta sexta-feira, 26, para o Rio de Janeiro.
Os concursos de soletração são uma febre nos EUA, com transmissão ao vivo pela televisão, onde o campeão nacional acaba virando celebridade. Mais de 9 milhões de estudantes disputam uma vaga para a final.
O Caldeirão do Huck fez uma parceria com o Instituto Ayrton Senna e lançou o ‘Soletrando’, um campeonato de soletração que vai reunir estudantes de todo o Brasil. Os concorrentes vão defender as cores de seus estados além de concorrer ao primeiro lugar, garantindo assim uma bolsa de estudos, que irá financiar a faculdade.
Lula lança pacote para a educação
BRASÍLIA - O pacote de ações educacionais para o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá beneficiar diretamente mil municípios com pior resultado no novo indicador de qualidade que será estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC). O governo quer firmar um pacto nacional, com metas para estados e prefeituras, que se comprometeriam a adotar medidas específicas.
O repasse de parte dos recursos federais — R$ 1,2 bilhão no ano passado — ficaria condicionado à melhoria dos indicadores de educação. A nova estratégia tem como objetivo articular melhor as ações do Governo Federal, dos estados e municípios no ensino básico.
O ponto de partida seriam as mil cidades em pior situação, segundo o novo índice que está sendo calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ainda sem nome, o índice levará em conta os resultados da Prova Brasil, maior teste já aplicado pelo MEC em alunos de 4ª e 8ª série, e as taxas de repetência e evasão. O governo quer vincular a transferência de recursos à cobrança de resultados. Ano passado, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do MEC, repassou R$ 1,2 bilhão a estados e municípios, mediante a assinatura de convênios para a formação de professores, a reforma de escolas e atividades extraclasse.
Medidas
Ao fixar metas e cobrar a adoção de medidas específicas discutidas caso a caso, o governo quer evitar a dispersão de gastos, além de canalizar recursos para as cidades em pior situação. “O modelo atual acaba pulverizando recursos e não tem contrapartida de aprendizagem”, diz a presidente da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Maria do Pilar, que é secretária de Belo Horizonte (MG) e espera mobilizar empresários ligados ao Compromisso Todos pela Educação para somar esforços.
O novo sistema começou a ser discutido este mês, na primeira reunião da junta de acompanhamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), da qual participam representantes da União, dos governos estaduais e das prefeituras. Um novo encontro foi marcado para a semana que vem.
A presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra Rezende, titular da pasta em Tocantins, é favorável ao esforço concentrado em mil municípios. Ela diz que o ideal seria beneficiar todas as 5,5 mil cidades, mas reconhece que não há dinheiro para tanto.
“O Ministério da Educação sinaliza, de forma certa, que o país precisa estabelecer um pacto pela educação”, afirmou Maria Auxiliadora. Ontem, ao lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Lula anunciou que o governo prepara um conjunto de medidas nas áreas de educação e segurança pública.
O repasse de parte dos recursos federais — R$ 1,2 bilhão no ano passado — ficaria condicionado à melhoria dos indicadores de educação. A nova estratégia tem como objetivo articular melhor as ações do Governo Federal, dos estados e municípios no ensino básico.
O ponto de partida seriam as mil cidades em pior situação, segundo o novo índice que está sendo calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ainda sem nome, o índice levará em conta os resultados da Prova Brasil, maior teste já aplicado pelo MEC em alunos de 4ª e 8ª série, e as taxas de repetência e evasão. O governo quer vincular a transferência de recursos à cobrança de resultados. Ano passado, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do MEC, repassou R$ 1,2 bilhão a estados e municípios, mediante a assinatura de convênios para a formação de professores, a reforma de escolas e atividades extraclasse.
Medidas
Ao fixar metas e cobrar a adoção de medidas específicas discutidas caso a caso, o governo quer evitar a dispersão de gastos, além de canalizar recursos para as cidades em pior situação. “O modelo atual acaba pulverizando recursos e não tem contrapartida de aprendizagem”, diz a presidente da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Maria do Pilar, que é secretária de Belo Horizonte (MG) e espera mobilizar empresários ligados ao Compromisso Todos pela Educação para somar esforços.
O novo sistema começou a ser discutido este mês, na primeira reunião da junta de acompanhamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), da qual participam representantes da União, dos governos estaduais e das prefeituras. Um novo encontro foi marcado para a semana que vem.
A presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra Rezende, titular da pasta em Tocantins, é favorável ao esforço concentrado em mil municípios. Ela diz que o ideal seria beneficiar todas as 5,5 mil cidades, mas reconhece que não há dinheiro para tanto.
“O Ministério da Educação sinaliza, de forma certa, que o país precisa estabelecer um pacto pela educação”, afirmou Maria Auxiliadora. Ontem, ao lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Lula anunciou que o governo prepara um conjunto de medidas nas áreas de educação e segurança pública.
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Lula pretende lançar pacote para segurança e educação
Depois do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vem aí um pacote social. Ao lançar o PAC, o presidente Lula prometeu novas medidas nas áreas sociais, de educação e de segurança pública. Mas elas só devem ser anunciadas em fevereiro, depois de definido o ministério.
“Esse esforço de crescimento do PAC precisará ser completado por um incremento na qualidade da educação, na implantação da política social e de uma nova política de segurança”, discursou Lula. “Em curto prazo será lançado um conjunto de medidas na área de educação e ações importantes no setor de segurança, a serem compartilhadas por União e Estados.
Lula já chamou as medidas de “pacote de cidadania”, embora elas devam ser apresentadas separadamente, por áreas específicas. “Não se trata de um programa de desenvolvimento, como foi o PAC, mas de um incremento de um programa de educação e segurança que já está em andamento”, explicou o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro.
Questões centrais na educação são aumentar o acesso da população de baixa renda ao ensino superior, ampliando o ProUni, melhorar a qualidade da educação básica, reduzir o analfabetismo e investir mais na formação de professores. Outro objetivo é ter um laboratório de informática em cada escola do País, com ênfase nas rurais, como antecipou o jornal O Estado de S. Paulo.
Na segurança, o governo planeja investir mais na área de inteligência, na Polícia Federal, na Força Nacional de Segurança e no sistema penitenciário. “Este ano vai ser realizado algo muito importante para a integração dos serviços de inteligência” disse o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Entram ainda nesse “pacote de cidadania” mudanças no Bolsa-Família. Entre elas, a extensão da idade de permanência no programa até 18 anos e a criação de um prêmio para os estudantes com mais de 15 anos que passem de ano.
“Esse esforço de crescimento do PAC precisará ser completado por um incremento na qualidade da educação, na implantação da política social e de uma nova política de segurança”, discursou Lula. “Em curto prazo será lançado um conjunto de medidas na área de educação e ações importantes no setor de segurança, a serem compartilhadas por União e Estados.
Lula já chamou as medidas de “pacote de cidadania”, embora elas devam ser apresentadas separadamente, por áreas específicas. “Não se trata de um programa de desenvolvimento, como foi o PAC, mas de um incremento de um programa de educação e segurança que já está em andamento”, explicou o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro.
Questões centrais na educação são aumentar o acesso da população de baixa renda ao ensino superior, ampliando o ProUni, melhorar a qualidade da educação básica, reduzir o analfabetismo e investir mais na formação de professores. Outro objetivo é ter um laboratório de informática em cada escola do País, com ênfase nas rurais, como antecipou o jornal O Estado de S. Paulo.
Na segurança, o governo planeja investir mais na área de inteligência, na Polícia Federal, na Força Nacional de Segurança e no sistema penitenciário. “Este ano vai ser realizado algo muito importante para a integração dos serviços de inteligência” disse o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Entram ainda nesse “pacote de cidadania” mudanças no Bolsa-Família. Entre elas, a extensão da idade de permanência no programa até 18 anos e a criação de um prêmio para os estudantes com mais de 15 anos que passem de ano.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Medidas para educação e segurança serão lançadas a curto prazo, afirma Lula
No discuro em que anunciou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, a curto prazo, será lançado um conjunto de medidas específicas na área de educação e no setor da segurança pública, a ser compartilhado pela União e estados brasileiros.
“Desenvolvimento não é só o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] e melhoria de variáveis macro-econômicas, tampouco só a acumulação de renda e capital. Ela deve ser antes de tudo de desenvolvimento humano”, enfatizou o presidente.
Lula afirmou ser necessário contagiar de forma especial o ambiente interno do governo e melhorar cada vez mais o padrão de eficiência do setor público.
Segundo ele, é importante melhorar dos serviços públicos básicos, como segurança, educação e saúde, introduzindo nesses setores a filosofia de metas de produção, gerenciamento por resultados e controle de qualidade.
“É tempo de sonhar e progredir, tempo de acelerar, tempo de crescer e tempo de incluir."
“Desenvolvimento não é só o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] e melhoria de variáveis macro-econômicas, tampouco só a acumulação de renda e capital. Ela deve ser antes de tudo de desenvolvimento humano”, enfatizou o presidente.
Lula afirmou ser necessário contagiar de forma especial o ambiente interno do governo e melhorar cada vez mais o padrão de eficiência do setor público.
Segundo ele, é importante melhorar dos serviços públicos básicos, como segurança, educação e saúde, introduzindo nesses setores a filosofia de metas de produção, gerenciamento por resultados e controle de qualidade.
“É tempo de sonhar e progredir, tempo de acelerar, tempo de crescer e tempo de incluir."
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
MEC instala núcleos de tecnologia educacional em todo País
O Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo/MEC) já montou 418 núcleos de tecnologia educacional (NTEs) no País. Os núcleos contam com equipe interdisciplinar de professores e técnicos qualificados para oferecer formação contínua aos professores e assessorar escolas da rede pública no uso pedagógico e na área técnica (hardware e software). Os NTEs são braços da integração tecnológica nas escolas públicas de ensino básico.
O estado com maior número de núcleos é São Paulo (94), seguido do Paraná (35), e do Rio Grande do Sul (33). Apesar de montados pelo ProInfo com equipamentos adquiridos pelo Ministério da Educação, os núcleos estão subordinados às secretarias de educação. Alguns governos estaduais assumiram os NTEs como parte de sua estrutura. A partir daí, ampliaram a iniciativa, segundo Antônio Carlos Carvalho, coordenador-geral do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica (Ditec) da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC).
Na Região Sudeste, estão instalados 148 NTEs; na Nordeste, 96; na Sul, 83; na Centro-Oeste, 47; na Norte, 44. “Para o MEC, interessa que os NTEs sejam ampliados e funcionem bem”, disse Antônio Carlos. Além de capacitar profissionais para prestar suporte pedagógico e técnico às escolas, os núcleos são utilizados para pesquisas, reciclagem de conhecimentos e disseminação de experiências pedagógicas.
Participação — Para participar do ProInfo, a escola deve apresentar à coordenação estadual do programa, na Secretaria de Educação do estado, um projeto político-pedagógico de uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na educação e formalizar o compromisso de prover a infra-estrutura para o adequado funcionamento dos núcleos.
O ProInfo foi criado em abril de 1997 para promover o uso pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio. O programa é responsável pela doação e instalação de computadores nas escolas públicas de educação básica, as quais passam a contar com a assistência dos NTEs.
O estado com maior número de núcleos é São Paulo (94), seguido do Paraná (35), e do Rio Grande do Sul (33). Apesar de montados pelo ProInfo com equipamentos adquiridos pelo Ministério da Educação, os núcleos estão subordinados às secretarias de educação. Alguns governos estaduais assumiram os NTEs como parte de sua estrutura. A partir daí, ampliaram a iniciativa, segundo Antônio Carlos Carvalho, coordenador-geral do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica (Ditec) da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC).
Na Região Sudeste, estão instalados 148 NTEs; na Nordeste, 96; na Sul, 83; na Centro-Oeste, 47; na Norte, 44. “Para o MEC, interessa que os NTEs sejam ampliados e funcionem bem”, disse Antônio Carlos. Além de capacitar profissionais para prestar suporte pedagógico e técnico às escolas, os núcleos são utilizados para pesquisas, reciclagem de conhecimentos e disseminação de experiências pedagógicas.
Participação — Para participar do ProInfo, a escola deve apresentar à coordenação estadual do programa, na Secretaria de Educação do estado, um projeto político-pedagógico de uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na educação e formalizar o compromisso de prover a infra-estrutura para o adequado funcionamento dos núcleos.
O ProInfo foi criado em abril de 1997 para promover o uso pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio. O programa é responsável pela doação e instalação de computadores nas escolas públicas de educação básica, as quais passam a contar com a assistência dos NTEs.
MEC instala núcleos de tecnologia educacional em todo País
O Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo/MEC) já montou 418 núcleos de tecnologia educacional (NTEs) no País. Os núcleos contam com equipe interdisciplinar de professores e técnicos qualificados para oferecer formação contínua aos professores e assessorar escolas da rede pública no uso pedagógico e na área técnica (hardware e software). Os NTEs são braços da integração tecnológica nas escolas públicas de ensino básico.
O estado com maior número de núcleos é São Paulo (94), seguido do Paraná (35), e do Rio Grande do Sul (33). Apesar de montados pelo ProInfo com equipamentos adquiridos pelo Ministério da Educação, os núcleos estão subordinados às secretarias de educação. Alguns governos estaduais assumiram os NTEs como parte de sua estrutura. A partir daí, ampliaram a iniciativa, segundo Antônio Carlos Carvalho, coordenador-geral do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica (Ditec) da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC).
Na Região Sudeste, estão instalados 148 NTEs; na Nordeste, 96; na Sul, 83; na Centro-Oeste, 47; na Norte, 44. “Para o MEC, interessa que os NTEs sejam ampliados e funcionem bem”, disse Antônio Carlos. Além de capacitar profissionais para prestar suporte pedagógico e técnico às escolas, os núcleos são utilizados para pesquisas, reciclagem de conhecimentos e disseminação de experiências pedagógicas.
Participação — Para participar do ProInfo, a escola deve apresentar à coordenação estadual do programa, na Secretaria de Educação do estado, um projeto político-pedagógico de uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na educação e formalizar o compromisso de prover a infra-estrutura para o adequado funcionamento dos núcleos.
O ProInfo foi criado em abril de 1997 para promover o uso pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio. O programa é responsável pela doação e instalação de computadores nas escolas públicas de educação básica, as quais passam a contar com a assistência dos NTEs.
O estado com maior número de núcleos é São Paulo (94), seguido do Paraná (35), e do Rio Grande do Sul (33). Apesar de montados pelo ProInfo com equipamentos adquiridos pelo Ministério da Educação, os núcleos estão subordinados às secretarias de educação. Alguns governos estaduais assumiram os NTEs como parte de sua estrutura. A partir daí, ampliaram a iniciativa, segundo Antônio Carlos Carvalho, coordenador-geral do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica (Ditec) da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC).
Na Região Sudeste, estão instalados 148 NTEs; na Nordeste, 96; na Sul, 83; na Centro-Oeste, 47; na Norte, 44. “Para o MEC, interessa que os NTEs sejam ampliados e funcionem bem”, disse Antônio Carlos. Além de capacitar profissionais para prestar suporte pedagógico e técnico às escolas, os núcleos são utilizados para pesquisas, reciclagem de conhecimentos e disseminação de experiências pedagógicas.
Participação — Para participar do ProInfo, a escola deve apresentar à coordenação estadual do programa, na Secretaria de Educação do estado, um projeto político-pedagógico de uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na educação e formalizar o compromisso de prover a infra-estrutura para o adequado funcionamento dos núcleos.
O ProInfo foi criado em abril de 1997 para promover o uso pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio. O programa é responsável pela doação e instalação de computadores nas escolas públicas de educação básica, as quais passam a contar com a assistência dos NTEs.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Brasil e Japão estudam criar fundo destinado à educação
O ministro da Educação, Fernando Haddad, e o embaixador do Brasil no Japão, André Amado, acertaram nesta quarta-feira, 17, o envio, em abril, de uma missão do MEC ao Japão para avaliar os avanços da cooperação nas áreas da educação básica, certificação de jovens e adultos e na pós-graduação.
Entre as tarefas da missão, destaque para a visita a 42 escolas particulares homologadas pelo Conselho Nacional de Educação em 2006 e o acerto de detalhes da oferta do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) em três províncias do Japão, em outubro deste ano.
Cláudia Baena disse que o embaixador André Amado informou ao ministro que está trabalhando na constituição de um fundo destinado à aquisição de livros didáticos para os alunos brasileiros que estudam no Japão e para equipar bibliotecas para consulta de brasileiros residentes no país.
O fundo será formado por empresas brasileiras que têm interesse no Japão e por empresas japonesas com interesse comercial no Brasil. As escolas privadas para brasileiros no Japão são 98, onde estudam 5.617 alunos do ensino fundamental, 698 do ensino médio e 2.272 na pré-escola.
Entre as tarefas da missão, destaque para a visita a 42 escolas particulares homologadas pelo Conselho Nacional de Educação em 2006 e o acerto de detalhes da oferta do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) em três províncias do Japão, em outubro deste ano.
Cláudia Baena disse que o embaixador André Amado informou ao ministro que está trabalhando na constituição de um fundo destinado à aquisição de livros didáticos para os alunos brasileiros que estudam no Japão e para equipar bibliotecas para consulta de brasileiros residentes no país.
O fundo será formado por empresas brasileiras que têm interesse no Japão e por empresas japonesas com interesse comercial no Brasil. As escolas privadas para brasileiros no Japão são 98, onde estudam 5.617 alunos do ensino fundamental, 698 do ensino médio e 2.272 na pré-escola.
MEC: Universidade Aberta integrará educação básica e superior
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 16, que a Universidade Aberta do Brasil (UAB) representa uma mudança profunda no conceito de formação de professores no Brasil. "Pela primeira vez na história a União está assumindo, em colaboração com estados e municípios, a responsabilidade pela formação de professores da educação básica", declarou o ministro durante a abertura do 1º Seminário Nacional para Coordenadores de Pólos de Apoio Presencial do Sistema UAB, em Brasília.
Na avaliação de Haddad, a UAB vai estabelecer uma integração entre a educação básica e a superior com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino básico. "A educação básica depende do apoio das universidades federais no que diz respeito à formação de professores, e os quase 300 pólos da UAB que serão instalados em 2007 vão permitir essa conexão", disse. O
Sistema UAB foi criado pelo MEC em 2006 para oferecer cursos universitários na modalidade a distância.
Este ano serão instalados 297 pólos de ensino que oferecerão 60 mil vagas, com investimento de R$ 167 milhões. Cada pólo presencial é coordenado por um professor de sua região de atendimento que deverá trabalhar para que o local seja um espaço social, acadêmico e cultural determinante para o desenvolvimento regional sustentável.
Modelo - Segundo o secretário de Educação a Distância do MEC, Ronaldo Mota, o Sistema UAB representa um novo modelo de expansão da educação superior pública. "Cada pólo tem a capacidade de atender 600 estudantes e quando todos os pólos estiverem em pleno funcionamento serão atendidos 180 mil estudantes por ano", calcula. Os trabalhos serão desenvolvidos em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), que vai oferecer seu conhecimento acadêmico na formação de professores para o ensino superior na capacitação de docentes da educação básica.
O seminário que termina nesta quarta-feira, 17, vai apresentar o Sistema UAB e fornecer orientações aos professores selecionados para a função de coordenação de pólo de apoio presencial nos municípios.
Fonte: MEC
Na avaliação de Haddad, a UAB vai estabelecer uma integração entre a educação básica e a superior com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino básico. "A educação básica depende do apoio das universidades federais no que diz respeito à formação de professores, e os quase 300 pólos da UAB que serão instalados em 2007 vão permitir essa conexão", disse. O
Sistema UAB foi criado pelo MEC em 2006 para oferecer cursos universitários na modalidade a distância.
Este ano serão instalados 297 pólos de ensino que oferecerão 60 mil vagas, com investimento de R$ 167 milhões. Cada pólo presencial é coordenado por um professor de sua região de atendimento que deverá trabalhar para que o local seja um espaço social, acadêmico e cultural determinante para o desenvolvimento regional sustentável.
Modelo - Segundo o secretário de Educação a Distância do MEC, Ronaldo Mota, o Sistema UAB representa um novo modelo de expansão da educação superior pública. "Cada pólo tem a capacidade de atender 600 estudantes e quando todos os pólos estiverem em pleno funcionamento serão atendidos 180 mil estudantes por ano", calcula. Os trabalhos serão desenvolvidos em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), que vai oferecer seu conhecimento acadêmico na formação de professores para o ensino superior na capacitação de docentes da educação básica.
O seminário que termina nesta quarta-feira, 17, vai apresentar o Sistema UAB e fornecer orientações aos professores selecionados para a função de coordenação de pólo de apoio presencial nos municípios.
Fonte: MEC
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Adolescentes receberão preservativos nas escolas
As campanhas de prevenção à Aids e demais doenças sexualmente transmissíveis terão um reforço significativo em 2007. Os ministérios da Educação e da Saúde serão aliados em um projeto pedagógico que levará preservativos ao ambiente escolar. As camisinhas, antes distribuídas em postos de saúde, estarão acessíveis aos adolescentes nas próprias escolas.
Tudo começará com um concurso nacional voltado para os centros federais de educação tecnológica, os Cefets. Eles serão responsáveis pela elaboração de um projeto pedagógico e de uma máquina, semelhante às de refrigerantes, da qual os alunos retirarão os preservativos. “A intenção é associar a tecnologia do aparelho a uma tecnologia social capaz de desenvolver uma cultura de saúde e prevenção para esses jovens”, explicou a coordenadora-geral de articulação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Rosiléa Wille. O projeto vencedor receberá o Prêmio de Inovação Tecnológica em Prevenção de DST, HIV e Aids.
A questão, segundo a coordenadora, não é somente de oferecer os preservativos, distribuídos gratuitamente pelos postos de saúde. Mas de elaborar uma ação educativa capaz de esclarecer os alunos sobre a necessidade do uso do preservativo. “Não é o projeto de uma máquina, mas o desenvolvimento de uma consciência e de uma responsabilidade sobre a sexualidade”, afirmou.
Uma conseqüência imediata da ação, que faz parte do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, é a ampliação do debate sobre educação sexual nas escolas. Cada Cefet pode inscrever várias equipes, compostas por pelo menos um professor e cinco alunos. O processo de elaboração e análise dos projetos será desenvolvido este ano. O vencedor ganhará um prêmio em dinheiro no valor de R$ 50 mil. Estima-se que o protótipo desenvolvido a partir do concurso esteja em toda a rede de ensino já em 2008.
Acesso — Outro resultado direto da iniciativa é a popularização do acesso aos preservativos, além da familiarização dos adolescentes com o método preventivo. A facilidade de acesso ao preservativo deve também aumentar a adesão dos adolescentes ao método. Hoje, grande parte dos jovens ainda tem vergonha de ir ao posto de saúde ou à farmácia para comprar a camisinha.
“A proposta foi apresentada na Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, em novembro passado, e a recepção foi muito boa por parte do público em geral”, afirmou a coordenadora de políticas de educação profissional e tecnológica do MEC, Caetana Rezende da Silva. Segundo ela, qualquer dúvida relacionada ao programa deve ser esclarecida pelo projeto pedagógico. “O projeto é muito rico e, certamente, haverá um esclarecimento e uma contextualização da ação, que é voltada para a saúde dos alunos”, explicou.
O fim das férias escolares deve estimular a adesão dos Cefets, que têm prazo até 16 de março próximo para fazer a inscrição, na página eletrônica do prêmio.
Tudo começará com um concurso nacional voltado para os centros federais de educação tecnológica, os Cefets. Eles serão responsáveis pela elaboração de um projeto pedagógico e de uma máquina, semelhante às de refrigerantes, da qual os alunos retirarão os preservativos. “A intenção é associar a tecnologia do aparelho a uma tecnologia social capaz de desenvolver uma cultura de saúde e prevenção para esses jovens”, explicou a coordenadora-geral de articulação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Rosiléa Wille. O projeto vencedor receberá o Prêmio de Inovação Tecnológica em Prevenção de DST, HIV e Aids.
A questão, segundo a coordenadora, não é somente de oferecer os preservativos, distribuídos gratuitamente pelos postos de saúde. Mas de elaborar uma ação educativa capaz de esclarecer os alunos sobre a necessidade do uso do preservativo. “Não é o projeto de uma máquina, mas o desenvolvimento de uma consciência e de uma responsabilidade sobre a sexualidade”, afirmou.
Uma conseqüência imediata da ação, que faz parte do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, é a ampliação do debate sobre educação sexual nas escolas. Cada Cefet pode inscrever várias equipes, compostas por pelo menos um professor e cinco alunos. O processo de elaboração e análise dos projetos será desenvolvido este ano. O vencedor ganhará um prêmio em dinheiro no valor de R$ 50 mil. Estima-se que o protótipo desenvolvido a partir do concurso esteja em toda a rede de ensino já em 2008.
Acesso — Outro resultado direto da iniciativa é a popularização do acesso aos preservativos, além da familiarização dos adolescentes com o método preventivo. A facilidade de acesso ao preservativo deve também aumentar a adesão dos adolescentes ao método. Hoje, grande parte dos jovens ainda tem vergonha de ir ao posto de saúde ou à farmácia para comprar a camisinha.
“A proposta foi apresentada na Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, em novembro passado, e a recepção foi muito boa por parte do público em geral”, afirmou a coordenadora de políticas de educação profissional e tecnológica do MEC, Caetana Rezende da Silva. Segundo ela, qualquer dúvida relacionada ao programa deve ser esclarecida pelo projeto pedagógico. “O projeto é muito rico e, certamente, haverá um esclarecimento e uma contextualização da ação, que é voltada para a saúde dos alunos”, explicou.
O fim das férias escolares deve estimular a adesão dos Cefets, que têm prazo até 16 de março próximo para fazer a inscrição, na página eletrônica do prêmio.
MEC apresenta o sistema Universidade Aberta do Brasil
O sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), passará a ser administrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/ MEC). A mudança vai ao encontro da necessidade de tratar nacionalmente a formação de professores da educação básica.
“A Capes formava professores para o nível superior e agora formará, também, esses professores para outros níveis de ensino”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante o 1º Seminário Nacional para Coordenadores de Pólos de Apoio Presencial do Sistema Universidade Aberta do Brasil, que ocorreu nesta terça, 16, e quarta-feira, 17, no Hotel Blue Tree Alvorada, em Brasília. O objetivo do seminário é apresentar o sistema UAB aos principais responsáveis pela gestão dos pólos, que serão inaugurados em 297 municípios do interior, em junho e setembro deste ano.
Para Haddad é um equívoco insistir numa contradição entre educação básica e educação superior. “Não se pode focar uma etapa e relegar outras a segundo plano. O compromisso é com todos os níveis da educação”, disse.
Segundo o presidente da Capes, Jorge Guimarães, o desafio é diminuir a defasagem entre a capacidade de produção de ciência e o desempenho na transmissão de conhecimentos alcançados. Enquanto o Brasil ocupa o 17º lugar na classificação mundial de produção de ciência e tecnologia, no quesito qualidade de ensino cai para a 86ª posição. “A Capes iniciará sua inserção na formação de professores da educação básica com o experimento da UAB e os pólos serão parceiros fundamentais para a ação da nova Capes”, afirmou.
Coordenadores — Em Goianésia do Pará, a 390 quilômetros da capital, Belém, o pólo de apoio presencial da UAB, que será inaugurado em junho, funcionará no prédio de uma escola estadual, onde já existem laboratório de biologia, sala de conferência e auditório. “Temos capacidade para atender inicialmente 150 estudantes, que poderão optar por cursar letras, matemática ou biologia. Os cálculos dos custos já foram para o departamento de compras”, garantiu a coordenadora do pólo de Goianésia, Ana Cláudia Figueiredo, que é coordenadora-geral de Escolas, da Secretaria de Educação do município. Os cursos serão em parceria com a Universidade Federal do Pará (Ufpa).
Já no Espírito Santo, as coordenadoras dos pólos de Domingos Martins, Santa Leopoldina e Vila Pavão apostam na troca de experiências para obter bom resultado na instalação da UAB. Uma das dificuldades apontadas pela coordenadora de Santa Leopoldina, Flora Maria Marques, tem sido conseguir pessoal capacitado para trabalhar como técnico em laboratório. No município, a UAB funcionará com os cursos de física, química, artes visuais, ciências contábeis e sistema de informação. Este último em parceria com o Cefet e os demais com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
“A Capes formava professores para o nível superior e agora formará, também, esses professores para outros níveis de ensino”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante o 1º Seminário Nacional para Coordenadores de Pólos de Apoio Presencial do Sistema Universidade Aberta do Brasil, que ocorreu nesta terça, 16, e quarta-feira, 17, no Hotel Blue Tree Alvorada, em Brasília. O objetivo do seminário é apresentar o sistema UAB aos principais responsáveis pela gestão dos pólos, que serão inaugurados em 297 municípios do interior, em junho e setembro deste ano.
Para Haddad é um equívoco insistir numa contradição entre educação básica e educação superior. “Não se pode focar uma etapa e relegar outras a segundo plano. O compromisso é com todos os níveis da educação”, disse.
Segundo o presidente da Capes, Jorge Guimarães, o desafio é diminuir a defasagem entre a capacidade de produção de ciência e o desempenho na transmissão de conhecimentos alcançados. Enquanto o Brasil ocupa o 17º lugar na classificação mundial de produção de ciência e tecnologia, no quesito qualidade de ensino cai para a 86ª posição. “A Capes iniciará sua inserção na formação de professores da educação básica com o experimento da UAB e os pólos serão parceiros fundamentais para a ação da nova Capes”, afirmou.
Coordenadores — Em Goianésia do Pará, a 390 quilômetros da capital, Belém, o pólo de apoio presencial da UAB, que será inaugurado em junho, funcionará no prédio de uma escola estadual, onde já existem laboratório de biologia, sala de conferência e auditório. “Temos capacidade para atender inicialmente 150 estudantes, que poderão optar por cursar letras, matemática ou biologia. Os cálculos dos custos já foram para o departamento de compras”, garantiu a coordenadora do pólo de Goianésia, Ana Cláudia Figueiredo, que é coordenadora-geral de Escolas, da Secretaria de Educação do município. Os cursos serão em parceria com a Universidade Federal do Pará (Ufpa).
Já no Espírito Santo, as coordenadoras dos pólos de Domingos Martins, Santa Leopoldina e Vila Pavão apostam na troca de experiências para obter bom resultado na instalação da UAB. Uma das dificuldades apontadas pela coordenadora de Santa Leopoldina, Flora Maria Marques, tem sido conseguir pessoal capacitado para trabalhar como técnico em laboratório. No município, a UAB funcionará com os cursos de física, química, artes visuais, ciências contábeis e sistema de informação. Este último em parceria com o Cefet e os demais com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Nordeste recebe a maior fatia do repasse da União ao Fundeb
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira, 11, em Natal (RN), durante reunião com os nove governadores do Nordeste, que, a partir de 2010, 80% dos R$ 5 bilhões da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) serão destinados à região.
Mas o dinheiro novo do fundo começa a fazer diferença na educação básica do Nordeste já em 2007. Dos R$ 2 bilhões da complementação deste ano, R$ 1,2 bilhão, ou 60% da verba, será distribuído entre sete dos nove estados. Haddad também tranqüilizou os governadores de Sergipe, Marcelo Déda, e do Rio Grande do Norte, Wilma Farias, sobre o acordo firmado entre o governo federal e o Congresso, antes da votação do Fundeb, de compensar os estados das regiões mais pobres que ficam fora do rateio da complementação.
Compensação
O ministro explicou que a compensação será feita por meio de outros programas onde os estados recebem transferências da União. Pelos dados do Ministério da Educação, o Rio Grande do Norte receberá complementação da União ao Fundeb a partir de 2009 e Sergipe não receberá até 2010.
Mas o dinheiro novo do fundo começa a fazer diferença na educação básica do Nordeste já em 2007. Dos R$ 2 bilhões da complementação deste ano, R$ 1,2 bilhão, ou 60% da verba, será distribuído entre sete dos nove estados. Haddad também tranqüilizou os governadores de Sergipe, Marcelo Déda, e do Rio Grande do Norte, Wilma Farias, sobre o acordo firmado entre o governo federal e o Congresso, antes da votação do Fundeb, de compensar os estados das regiões mais pobres que ficam fora do rateio da complementação.
Compensação
O ministro explicou que a compensação será feita por meio de outros programas onde os estados recebem transferências da União. Pelos dados do Ministério da Educação, o Rio Grande do Norte receberá complementação da União ao Fundeb a partir de 2009 e Sergipe não receberá até 2010.
Possível integração do Mercosul pode começar pelo Ensino Superior
Dentre os elementos em que se pode considerar alguma integração no Mercosul, o principal é a Educação. Se na economia e na política encontramos obstáculos significativos, na Educação as propostas têm se multiplicado. Até porque, fruto de nossa herança de desigualdades, temos problemas semelhantes que muitas vezes pedem soluções em conjunto. Como é possível avançar em acordos diplomáticos e comerciais se não conhecemos a cultura dos nossos vizinhos, ou mesmo sua história - que faz parte da nossa?
Nesse sentido, os países têm se entendido com alguma tranqüilidade. No Ensino Superior, por exemplo, existem propostas concretas em andamento. Estas, nascidas do chamado Mercosul Educacional, um projeto que visa integrar a academia dos países que integram o bloco e permitir que os estudantes gozem de mobilidade (clique aqui para conhecer as metas estabelecidas para o Mercosul Educacional).
"A integração na Educação é um fator extremamente positivo e necessário. Temos que pensar que a formação universitária precisa corresponder ao nível de desenvolvimento histórico. Hoje, estamos em uma fase de envolvimento global, mas o Ensino Superior ainda não reflete plenamente este movimento", afirma Theotonio dos Santos, professor da UFF (Universidade Federal Fluminense). "Assim, temos que pensar em alunos que comecem o curso em um país e terminem em outro. E isso exigirá uma interação grande nas universidades."
De fora, o projeto pode se assemelhar ao Tratado de Bolonha, que se propõe para a Europa. No entanto, as raízes dos projetos são distintas. Ainda temos que evoluir muito em nossos sistemas para produzir algo semelhante à Bolonha. Não temos na América Latina, por exemplo, sistemas de avaliação do Ensino Superior plenamente estáveis e também não avançamos na democratização do acesso. Na ponta do processo, essas semelhanças e carências reforçam a necessidade de nos aproximarmos intimamente.
"Felizmente, temos avançado bastante na integração da Educação. Por trás das crises, temos conseguido evoluir sensivelmente na integração cultural. Devagar estamos nos unindo na Educação, mais até do que no campo da política", afirma o professor da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) Pio Penna Filho, que também é pesquisador da UnB (Universidade de Brasília). "Estas são ações concomitantes. Não conseguiremos integração cultural se não houver integração político-econômica. E não avançaremos politicamente se não existir o fundamento cultural."
Troca de culturas
Parte deste envolvimento cultural vem, também, de ações já em curso no Ensino Básico. A partir do próximo ano, crianças do Brasil, da Argentina e do Paraguai passarão a estudar com um manual de História regional, para recontar a histórias dos países a partir da perspectiva regional. O livro está sendo escrito por historiadores dos três países.
Nesse sentido, os países têm se entendido com alguma tranqüilidade. No Ensino Superior, por exemplo, existem propostas concretas em andamento. Estas, nascidas do chamado Mercosul Educacional, um projeto que visa integrar a academia dos países que integram o bloco e permitir que os estudantes gozem de mobilidade (clique aqui para conhecer as metas estabelecidas para o Mercosul Educacional).
"A integração na Educação é um fator extremamente positivo e necessário. Temos que pensar que a formação universitária precisa corresponder ao nível de desenvolvimento histórico. Hoje, estamos em uma fase de envolvimento global, mas o Ensino Superior ainda não reflete plenamente este movimento", afirma Theotonio dos Santos, professor da UFF (Universidade Federal Fluminense). "Assim, temos que pensar em alunos que comecem o curso em um país e terminem em outro. E isso exigirá uma interação grande nas universidades."
De fora, o projeto pode se assemelhar ao Tratado de Bolonha, que se propõe para a Europa. No entanto, as raízes dos projetos são distintas. Ainda temos que evoluir muito em nossos sistemas para produzir algo semelhante à Bolonha. Não temos na América Latina, por exemplo, sistemas de avaliação do Ensino Superior plenamente estáveis e também não avançamos na democratização do acesso. Na ponta do processo, essas semelhanças e carências reforçam a necessidade de nos aproximarmos intimamente.
"Felizmente, temos avançado bastante na integração da Educação. Por trás das crises, temos conseguido evoluir sensivelmente na integração cultural. Devagar estamos nos unindo na Educação, mais até do que no campo da política", afirma o professor da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) Pio Penna Filho, que também é pesquisador da UnB (Universidade de Brasília). "Estas são ações concomitantes. Não conseguiremos integração cultural se não houver integração político-econômica. E não avançaremos politicamente se não existir o fundamento cultural."
Troca de culturas
Parte deste envolvimento cultural vem, também, de ações já em curso no Ensino Básico. A partir do próximo ano, crianças do Brasil, da Argentina e do Paraguai passarão a estudar com um manual de História regional, para recontar a histórias dos países a partir da perspectiva regional. O livro está sendo escrito por historiadores dos três países.
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