O Brasil, através de acordo de firmado com a Bolívia, vai colaborar com a melhoria e o fortalecimento da educação do país. Os Ministros das Relações Exteriores de ambos países assinaram o memorando na presença dos presidentes Lula e Evo Morales.
Alimentação escolar, instituição de escolas bilíngües, educação profissional e formação de professores são as áreas prioritárias. Ainda neste semestre o Brasil enviará missões à Bolívia para apresentar seus programas.
O acordo prevê intercâmbio e aperfeiçoamento de professores, estudantes e gestores educacionais, visitas às escolas brasileiras e bolivianas, seminários, eventos, troca de informações sobre sistemas e políticas educacionais, elaboração de projetos de cooperação técnica e apoio de organismos internacionais. Também há interesse em promover o ensino de português na Bolívia e de espanhol aqui.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Programa pretende instalar uma biblioteca em cada município
Cada município brasileiro terá uma biblioteca pública instalada até o final do ano. A medida, que integra o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), deve impulsionar a hábito de ler no País. A iniciativa foi divulgada pelo secretário executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto.
“Este é um esforço pioneiro entre todos os interessados no desenvolvimento da leitura, com o objetivo de aumentar os índices de leitores por habitante”, disse Carlos Alberto Xavier, da coordenação-executiva do PNLL.
O brasileiro lê em média dois livros por ano, menos da metade do que se lê na Europa e nos Estados Unidos. Menor até que a média de vizinhos como a Argentina. Lançado em 2006, pelos ministérios da Educação e da Cultura, com apoio de organizações não-governamentais, empresas e sociedade civil, o PNLL procura democratizar o acesso ao livro e despertar o interesse pela leitura por meio de iniciativas como a criação de bibliotecas, financiamento de editoras, distribuição de livros e programas de formação de alunos.
O foco dos trabalhos concentra-se em eixos temáticos — democratização do acesso, fomento à leitura e à formação de mediadores, valorização da leitura e comunicação e desenvolvimento da economia do livro. No primeiro eixo, o propósito é fortalecer as redes de bibliotecas já existentes e criar outras, com acervos que incluem livros em braile, livros digitais e audiolivros, além de computadores conectados à internet, jornais e revistas. O plano também apóia a abertura de bibliotecas comunitárias em periferias urbanas, hospitais, creches, igrejas e zona rural.
Qualificação — O segundo eixo usa a educação a distância para qualificar professores que trabalham com fomento à leitura e estudantes que se preparam para o magistério em literatura infanto-juvenil, além de promover concursos que premiam experiências inovadoras na promoção da leitura, como o VivaLeitura, que tem duração prevista até 2016.
As medidas de valorização da leitura e comunicação integram iniciativas como a realização de campanhas institucionais de valorização do livro, da literatura e das bibliotecas em televisão, rádio, jornal, internet, revistas, outdoors, cinema e outras mídias.
O último eixo de trabalho abrange medidas de apoio à circulação de escritores por escolas e bibliotecas, a defesa dos direitos do escritor e a publicação de novos autores.
“Este é um esforço pioneiro entre todos os interessados no desenvolvimento da leitura, com o objetivo de aumentar os índices de leitores por habitante”, disse Carlos Alberto Xavier, da coordenação-executiva do PNLL.
O brasileiro lê em média dois livros por ano, menos da metade do que se lê na Europa e nos Estados Unidos. Menor até que a média de vizinhos como a Argentina. Lançado em 2006, pelos ministérios da Educação e da Cultura, com apoio de organizações não-governamentais, empresas e sociedade civil, o PNLL procura democratizar o acesso ao livro e despertar o interesse pela leitura por meio de iniciativas como a criação de bibliotecas, financiamento de editoras, distribuição de livros e programas de formação de alunos.
O foco dos trabalhos concentra-se em eixos temáticos — democratização do acesso, fomento à leitura e à formação de mediadores, valorização da leitura e comunicação e desenvolvimento da economia do livro. No primeiro eixo, o propósito é fortalecer as redes de bibliotecas já existentes e criar outras, com acervos que incluem livros em braile, livros digitais e audiolivros, além de computadores conectados à internet, jornais e revistas. O plano também apóia a abertura de bibliotecas comunitárias em periferias urbanas, hospitais, creches, igrejas e zona rural.
Qualificação — O segundo eixo usa a educação a distância para qualificar professores que trabalham com fomento à leitura e estudantes que se preparam para o magistério em literatura infanto-juvenil, além de promover concursos que premiam experiências inovadoras na promoção da leitura, como o VivaLeitura, que tem duração prevista até 2016.
As medidas de valorização da leitura e comunicação integram iniciativas como a realização de campanhas institucionais de valorização do livro, da literatura e das bibliotecas em televisão, rádio, jornal, internet, revistas, outdoors, cinema e outras mídias.
O último eixo de trabalho abrange medidas de apoio à circulação de escritores por escolas e bibliotecas, a defesa dos direitos do escritor e a publicação de novos autores.
Xadrez é ensinado para crianças e adolescentes da rede pública
Inserção social e aceleração do desenvolvimento cognitivo. Esses são apenas alguns dos inúmeros benefícios proporcionados pelo jogo de xadrez, que por meio do programa governamental Xadrez nas Escolas, vem ganhando espaço na rede de ensino público do País. Com a característica de ser uma política a baixo custo, o projeto conta com um investimento de apenas R$10,32 anuais por criança. Além disso, está prevista no orçamento deste ano uma verba cinco vezes maior que a do ano passado, ou seja, de R$ 100 mil, o projeto passará a receber cerca de R$ 500 mil. A meta é atender a um milhão de estudantes em 2007.
Em prática desde 2004, o Xadrez nas Escolas atualmente abrange 50 instituições de ensino de 25 unidades federativas, ou seja, 1250 entidades de ensino no total. Com o aumento no orçamento, a previsão é fazer convênio com os governos de mais dois estados e aumentar o atendimento para 100 escolas por unidade federativa. Cada escola atende em média 350 alunos com o programa. O Xadrez nas Escolas é desenvolvido por uma parceria entre o Ministério do Esporte, o Ministério da Educação e as secretarias estaduais de esporte e educação.
Informatização para multiplicar a ferramenta
O xadrez é uma prática que ajuda a criança a desenvolver o pensamento lógico, a memória, e colabora no entendimento de matérias como matemática. “Além de ser importante para o desenvolvimento cognitivo das crianças, o xadrez possui um papel de sociabilização dentro e fora da sala de aula, afinal, meninos e meninas de todas as idades podem jogar”, complementa Sólon Pereira, coordenador nacional do projeto.
Para facilitar o treinamento dos professores, o Xadrez nas Escolas firmou um convênio com o Centro de Excelência de Xadrez e a Universidade Federal do Paraná. Por meio da parceria, foi feito um software constantemente atualizado contendo o método apropriado para o treinamento de professores e de multiplicadores, que pode ser acessada à distância por meio da internet. Só no ano passado, 1250 professores foram capacitados em cada um das escolas atendidas no Brasil.
Além disso, os professores capacitados são avaliados e recebem um certificado. O programa também conta anualmente com 25 eventos interescolares estaduais, 25 visitas dos grandes mestres, um torneio entre escolas do Mercosul e eventos virtuais pela internet.
Para Alexandre Direne, professor adjunto da Universidade Federal do Paraná e um dos responsáveis pelo apoio computacional ao Xadrez nas Escolas, o jogo tem sua importância por ser eurístico, ou seja, depender de um raciocínio lógico, estratégico e intuitivo. “Não é uma prática de sorte ou azar. A criança precisa encontrar uma solução para o problema e definir uma estratégia. Desta forma, o xadrez possui parâmetros matemáticos importantes para a evolução intelectual infanto-juvenil”, explica o professor.
Em prática desde 2004, o Xadrez nas Escolas atualmente abrange 50 instituições de ensino de 25 unidades federativas, ou seja, 1250 entidades de ensino no total. Com o aumento no orçamento, a previsão é fazer convênio com os governos de mais dois estados e aumentar o atendimento para 100 escolas por unidade federativa. Cada escola atende em média 350 alunos com o programa. O Xadrez nas Escolas é desenvolvido por uma parceria entre o Ministério do Esporte, o Ministério da Educação e as secretarias estaduais de esporte e educação.
Informatização para multiplicar a ferramenta
O xadrez é uma prática que ajuda a criança a desenvolver o pensamento lógico, a memória, e colabora no entendimento de matérias como matemática. “Além de ser importante para o desenvolvimento cognitivo das crianças, o xadrez possui um papel de sociabilização dentro e fora da sala de aula, afinal, meninos e meninas de todas as idades podem jogar”, complementa Sólon Pereira, coordenador nacional do projeto.
Para facilitar o treinamento dos professores, o Xadrez nas Escolas firmou um convênio com o Centro de Excelência de Xadrez e a Universidade Federal do Paraná. Por meio da parceria, foi feito um software constantemente atualizado contendo o método apropriado para o treinamento de professores e de multiplicadores, que pode ser acessada à distância por meio da internet. Só no ano passado, 1250 professores foram capacitados em cada um das escolas atendidas no Brasil.
Além disso, os professores capacitados são avaliados e recebem um certificado. O programa também conta anualmente com 25 eventos interescolares estaduais, 25 visitas dos grandes mestres, um torneio entre escolas do Mercosul e eventos virtuais pela internet.
Para Alexandre Direne, professor adjunto da Universidade Federal do Paraná e um dos responsáveis pelo apoio computacional ao Xadrez nas Escolas, o jogo tem sua importância por ser eurístico, ou seja, depender de um raciocínio lógico, estratégico e intuitivo. “Não é uma prática de sorte ou azar. A criança precisa encontrar uma solução para o problema e definir uma estratégia. Desta forma, o xadrez possui parâmetros matemáticos importantes para a evolução intelectual infanto-juvenil”, explica o professor.
Cresce onda de megalivrarias pelo País
São Paulo, 25 (AE) - Em 60 dias, a Livraria Cultura deve abrir ao público a sua megaloja no Conjunto Nacional, em São Paulo. Serão três andares e 4,2 mil metros quadrados, uma área quatro vezes superior à média das grandes livrarias brasileiras e 30% maior que o das outras unidades da própria Cultura. O espaço terá também café e teatro para quase 200 pessoas. É um projeto ambicioso. A livraria, erguida no espaço onde funcionava um cinema, consumiu investimentos de R$ 5 milhões, integralmente tirados do caixa da companhia.
A Livraria Cultura faturou R$ 150 milhões com seis lojas em 2006 Neste ano, a empresa ainda pretende abrir sua primeira unidade numa cidade do interior. Para 2008, estão previstas duas inaugurações. "É mais difícil conseguir gente para trabalhar na livraria que dinheiro para abrir loja", diz o presidente da Livraria Cultura, Pedro Herz. "A cada 40 candidatos, só um passa nos testes."
O sucesso do modelo - uma combinação de vendedores bem preparados e um acervo de quase dois milhões de títulos - fez da Cultura um alvo cobiçado por fundos de investimento nos últimos tempos. "Nós já fomos procurados algumas vezes, mas nunca negociamos nada. Para abrir uma ou duas lojas como fazemos hoje, não precisamos de sócio", diz Herz. A Cultura tem planos de abrir o capital a partir de 2008.
A despeito do consumo brasileiro per capita estar estacionado no patamar de um livro por ano - franceses e americanos compram pelo menos cinco vezes mais -, as maiores livrarias do País, como Saraiva, LaSelva, Nobel, Fnac e Leitura parecem viver em um universo à parte.
Nos últimos anos, elas cresceram acima de dois dígitos, abriram lojas grandes e modernas, iniciaram expansões geográficas para além de sua cidade de origem, compraram outras redes (caso recente da aquisição da Sodiler pela LaSelva) ou livrarias independentes. "As livrarias brasileiras atingiram um padrão comparável ao das livrarias americanas, com a diferença do atendimento, que no Brasil é melhor que nos Estados Unidos", diz o professor de Novos Negócios da Escola de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, Francisco Guglielme Júnior.
O embrião desse movimento foram as megalojas, que ampliaram o conceito de livraria para uma espécie de supermercado da cultura onde há DVDs, CDs, papelaria, cafés, restaurante, poltronas para leitura, espaços para pequenos shows e noite de autógrafos. O modelo deu tão certo que hoje, em São Paulo, é difícil ver um novo shopping sem uma livraria como âncora.
Não dá para ignorar também a importância da internet nesse processo. Ao mesmo tempo que representa uma ameaça, a web tornou-se uma oportunidade de aumentar as vendas das livrarias. Ao abrirem seus próprios sites, as redes conseguem se aproximar dos clientes. "A internet estimula a venda por impulso e ainda é uma conexão direta com clientes de qualquer lugar do Brasil", acredita Guglielme Júnior.
A Saraiva foi a precursora desse ciclo de prosperidade, com a inauguração da primeira megaloja em 1996. A rede tem atualmente 16 lojas nesse formato. O site e as megalojas responderam em 2005 por 75% do faturamento da livraria. Ao contrário do que se imagina, não são apenas as vendas de outros produtos além de livros que sustentam o crescimento da rede. Segundo o superintendente da Saraiva, Marcílio Pousada, a receita no segmento de livros, jornais e revistas subiu 17,3% de janeiro a setembro de 2006.
A Livraria Leitura, rede mineira com 30 lojas no País, seguiu o rastro da Saraiva e abriu sua primeira megaloja em 1998. Ela hoje tem nove lojas fora de Minas Gerais, sendo cinco em Brasília. "Queremos ser líderes em Minas e no Centro-Oeste", diz Teles. A livraria ampliou tanto o mix de produtos que apenas 50% do faturamento vêm da venda de livros. Numa de suas lojas, ela opera até um restaurante. O mercado estima que a rede fature cerca de R$ 100 milhões.
Mas a maré não é boa para todos. A Siciliano, uma das mais tradicionais do País, foi recentemente posta à venda. No mercado atribui-se a má fase a problemas de gestão e ao conflito entre os sócios: o fundo americano Darby, que controla o negócio, e a família Siciliano. A missão da venda foi dada à empresa de Luís Paulo Rosenberg. O negócio, que já foi oferecido às Lojas Americanas no passado, deve ser apresentado em breve a grupos concorrentes.
A Livraria Cultura faturou R$ 150 milhões com seis lojas em 2006 Neste ano, a empresa ainda pretende abrir sua primeira unidade numa cidade do interior. Para 2008, estão previstas duas inaugurações. "É mais difícil conseguir gente para trabalhar na livraria que dinheiro para abrir loja", diz o presidente da Livraria Cultura, Pedro Herz. "A cada 40 candidatos, só um passa nos testes."
O sucesso do modelo - uma combinação de vendedores bem preparados e um acervo de quase dois milhões de títulos - fez da Cultura um alvo cobiçado por fundos de investimento nos últimos tempos. "Nós já fomos procurados algumas vezes, mas nunca negociamos nada. Para abrir uma ou duas lojas como fazemos hoje, não precisamos de sócio", diz Herz. A Cultura tem planos de abrir o capital a partir de 2008.
A despeito do consumo brasileiro per capita estar estacionado no patamar de um livro por ano - franceses e americanos compram pelo menos cinco vezes mais -, as maiores livrarias do País, como Saraiva, LaSelva, Nobel, Fnac e Leitura parecem viver em um universo à parte.
Nos últimos anos, elas cresceram acima de dois dígitos, abriram lojas grandes e modernas, iniciaram expansões geográficas para além de sua cidade de origem, compraram outras redes (caso recente da aquisição da Sodiler pela LaSelva) ou livrarias independentes. "As livrarias brasileiras atingiram um padrão comparável ao das livrarias americanas, com a diferença do atendimento, que no Brasil é melhor que nos Estados Unidos", diz o professor de Novos Negócios da Escola de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, Francisco Guglielme Júnior.
O embrião desse movimento foram as megalojas, que ampliaram o conceito de livraria para uma espécie de supermercado da cultura onde há DVDs, CDs, papelaria, cafés, restaurante, poltronas para leitura, espaços para pequenos shows e noite de autógrafos. O modelo deu tão certo que hoje, em São Paulo, é difícil ver um novo shopping sem uma livraria como âncora.
Não dá para ignorar também a importância da internet nesse processo. Ao mesmo tempo que representa uma ameaça, a web tornou-se uma oportunidade de aumentar as vendas das livrarias. Ao abrirem seus próprios sites, as redes conseguem se aproximar dos clientes. "A internet estimula a venda por impulso e ainda é uma conexão direta com clientes de qualquer lugar do Brasil", acredita Guglielme Júnior.
A Saraiva foi a precursora desse ciclo de prosperidade, com a inauguração da primeira megaloja em 1996. A rede tem atualmente 16 lojas nesse formato. O site e as megalojas responderam em 2005 por 75% do faturamento da livraria. Ao contrário do que se imagina, não são apenas as vendas de outros produtos além de livros que sustentam o crescimento da rede. Segundo o superintendente da Saraiva, Marcílio Pousada, a receita no segmento de livros, jornais e revistas subiu 17,3% de janeiro a setembro de 2006.
A Livraria Leitura, rede mineira com 30 lojas no País, seguiu o rastro da Saraiva e abriu sua primeira megaloja em 1998. Ela hoje tem nove lojas fora de Minas Gerais, sendo cinco em Brasília. "Queremos ser líderes em Minas e no Centro-Oeste", diz Teles. A livraria ampliou tanto o mix de produtos que apenas 50% do faturamento vêm da venda de livros. Numa de suas lojas, ela opera até um restaurante. O mercado estima que a rede fature cerca de R$ 100 milhões.
Mas a maré não é boa para todos. A Siciliano, uma das mais tradicionais do País, foi recentemente posta à venda. No mercado atribui-se a má fase a problemas de gestão e ao conflito entre os sócios: o fundo americano Darby, que controla o negócio, e a família Siciliano. A missão da venda foi dada à empresa de Luís Paulo Rosenberg. O negócio, que já foi oferecido às Lojas Americanas no passado, deve ser apresentado em breve a grupos concorrentes.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Eduardo Campos: Lula pretende lançar o 'PAC da Educação'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que pretende lançar um grande programa na área educacional, informou o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. A afirmação de Lula, segundo Campos, foi feita durante audiência a ele e outros dirigentes nacionais do PSB, no Palácio do Planalto.
O governador contou que Lula se refere a esse programa como "PAC da Educação", numa referência ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da economia. Segundo Campos, em boa parte da conversa, Lula falou sobre as medidas provisórias e os projetos de lei constantes do PAC e enviados ao Congresso.
O governador contou que Lula se refere a esse programa como "PAC da Educação", numa referência ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da economia. Segundo Campos, em boa parte da conversa, Lula falou sobre as medidas provisórias e os projetos de lei constantes do PAC e enviados ao Congresso.
Lula vai manter Haddad na Educação
O presidente Lula disse ontem (16), em conversas reservadas, que não dispensará o ministro da Educação, Fernando Haddad. A informação é do Portal G1.
A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy disputa a pasta na próxima reforma ministerial. Lula teria afirmado a interlocutores que vai chamar Marta para comandar o Ministério das Cidades, hoje controlado pelo PP. Para os devidos ajustes políticos, o presidente teria a intenção de transferir o atual ministro das Cidades, Márcio Fortes, para Agricultura.
Contudo, o PP parece que não está disposto a abrir mão do ministério. “O presidente nos disse que Cidades era um ministério cobiçado, mas que não tinha motivo para tirá-lo do PP. Ninguém falou no nome de Marta”, disse o deputado Nélio Dias (RN), o presidente do PP.
O orçamento do Ministério das Cidades é muito maior do que o de Agricultura: R$ 1,5 bilhão contra R$ 816 milhões. Já o da Educação: R$ 9,1 bilhões.
A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy disputa a pasta na próxima reforma ministerial. Lula teria afirmado a interlocutores que vai chamar Marta para comandar o Ministério das Cidades, hoje controlado pelo PP. Para os devidos ajustes políticos, o presidente teria a intenção de transferir o atual ministro das Cidades, Márcio Fortes, para Agricultura.
Contudo, o PP parece que não está disposto a abrir mão do ministério. “O presidente nos disse que Cidades era um ministério cobiçado, mas que não tinha motivo para tirá-lo do PP. Ninguém falou no nome de Marta”, disse o deputado Nélio Dias (RN), o presidente do PP.
O orçamento do Ministério das Cidades é muito maior do que o de Agricultura: R$ 1,5 bilhão contra R$ 816 milhões. Já o da Educação: R$ 9,1 bilhões.
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Gargalo da educação
É praticamente um consenso que o Brasil só dará o desejado salto de desenvolvimento quando a educação - priorizada no discurso dos políticos e negligenciada na prática - apresentar alto desempenho. Não é o que se observa nos resultados dos exames do ensino básico e médio, divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Educação. Numa escala de zero a 100, os 2,7 milhões de concluintes ou egressos das escolas públicas do Ensino Médio que fizeram o Enem obtiveram nota média de 36,90 na prova objetiva - muito inferior à de 2005 e 2004.
Mesmo que aprovados nas respectivas escolas, em média os alunos sequer teriam obtido a nota mínima para se candidatar ao Programa Universidade para Todos (ProUni), responsável pela concessão de bolsas de estudo integrais e parciais a estudantes de baixa renda. Um dos critérios para obtê-las é a prova do Enem, que exige nota mínima de 45 pontos. A maioria dos que se submeteram à prova, que não é obrigatória, informou ter se inscrito com esse objetivo. Não foi muito melhor o desempenho dos alunos de escolas particulares - média de 50,57 na parte objetiva e 59,77 na redação.
O resultado espelha a falta de investimentos num item que deveria ser a prioridade das prioridades. Países desenvolvidos ou que surgiram como potências nos últimos anos só alcançaram tal estágio porque apostaram em educação. Veja-se o exemplo da China, que conseguiu reduzir seu índice de analfabetismo de 34% em 1980 para 9% em 2005.
Se no Brasil a escola pública e a particular, esta última em tese melhor aparelhada e mais atualizada, vão mal, há mais do que falta de incentivos públicos a exigir uma reflexão. A qualidade do que está sendo oferecido nas escolas deve ser igualmente tema de debate. Não é admissível que num mundo cada vez com menos fronteiras, interligado pela Internet e com atrativos fora da escola tão mais sedutores, a sala de aula continue sendo o espaço do quadro verde e do giz, comandado por professores pouco preparados e mal pagos.
Como provam as altas taxas de evasão e repetência, a escola não tem conseguido competir com os avanços tecnológicos para, no mínimo, dividir o interesse de crianças e jovens. No ano passado, conforme censo também divulgado ontem pelo MEC, houve uma queda de 0,9% no número de estudantes matriculados em todos os níveis, na comparação com 2005. Percebe-se, aí, a urgência de uma revolução qualitativa no ensino brasileiro. Se isso não ocorrer, as médias dos alunos egressos do ensino básico continuarão caindo, num efeito dominó que atualmente já atinge as universidades, o mercado de trabalho e o sonho de crescimento do país.
Brasil só dará o salto de desenvolvimento quando a educação apresentar alto desempenho
Mesmo que aprovados nas respectivas escolas, em média os alunos sequer teriam obtido a nota mínima para se candidatar ao Programa Universidade para Todos (ProUni), responsável pela concessão de bolsas de estudo integrais e parciais a estudantes de baixa renda. Um dos critérios para obtê-las é a prova do Enem, que exige nota mínima de 45 pontos. A maioria dos que se submeteram à prova, que não é obrigatória, informou ter se inscrito com esse objetivo. Não foi muito melhor o desempenho dos alunos de escolas particulares - média de 50,57 na parte objetiva e 59,77 na redação.
O resultado espelha a falta de investimentos num item que deveria ser a prioridade das prioridades. Países desenvolvidos ou que surgiram como potências nos últimos anos só alcançaram tal estágio porque apostaram em educação. Veja-se o exemplo da China, que conseguiu reduzir seu índice de analfabetismo de 34% em 1980 para 9% em 2005.
Se no Brasil a escola pública e a particular, esta última em tese melhor aparelhada e mais atualizada, vão mal, há mais do que falta de incentivos públicos a exigir uma reflexão. A qualidade do que está sendo oferecido nas escolas deve ser igualmente tema de debate. Não é admissível que num mundo cada vez com menos fronteiras, interligado pela Internet e com atrativos fora da escola tão mais sedutores, a sala de aula continue sendo o espaço do quadro verde e do giz, comandado por professores pouco preparados e mal pagos.
Como provam as altas taxas de evasão e repetência, a escola não tem conseguido competir com os avanços tecnológicos para, no mínimo, dividir o interesse de crianças e jovens. No ano passado, conforme censo também divulgado ontem pelo MEC, houve uma queda de 0,9% no número de estudantes matriculados em todos os níveis, na comparação com 2005. Percebe-se, aí, a urgência de uma revolução qualitativa no ensino brasileiro. Se isso não ocorrer, as médias dos alunos egressos do ensino básico continuarão caindo, num efeito dominó que atualmente já atinge as universidades, o mercado de trabalho e o sonho de crescimento do país.
Brasil só dará o salto de desenvolvimento quando a educação apresentar alto desempenho
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